domingo, 3 de janeiro de 2010

So...

Que vontade é essa? Aliás... Eu sei bem que vontade é. Acho que só eu sei, só eu posso sentir. Só eu posso entender o que tem dentro de mim. Ou não posso. E não estou entendendo agora, não acho que eu vá entender no futuro. Mas é culpa sua.
Dizer que é "culpa" sua ironiza as coisas. Parece algo ruim. E, no fim, é melhor do que deveria. Talvez seja ruim... pela incerteza. A porra da incerteza. Você sabe como eu lido com isso.
E, cada dia mais, você me conhece melhor. A cada dia eu sinto a sua falta quando estamos distantes. A cada dia você me ensina a não enjoar tão rápido. A cada dia...
Você. Só você.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Palavras.

Tornam tudo mais fácil, sempre. E por que não seria assim? É o único motivo por que as usamos, acho. Inclusive na comunicação. Não é novidade que, para uma comunicação ocorrer através de algum gesto ou olhar, é preciso muito mais do que uma relação comum. É difícil.
Palavras podem ser contrariadas, podem se perder. Palavras limitam. Palavras são fascinantes. Talvez seja por isso que eu as odeie tanto. Quem limita as minhas situações sou eu, palavras não deveriam fazer isso. Palavras parecem insuficientes.
Palavras parecem insuficientes e palavras podem mostrar algo bem mais amplo do que deveriam; palavras podem ser vistas de muitas formas.
Eu não tenho sorte com palavras. Elas são concretas, a minha certeza de como usá-las não. Não quero palavras. Não me coloque em palavras, não nos coloque em palavras. Nós deveríamos ser bem mais abertos do que isso.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Depois desliga.

Liga. Deixa a água cair diretamente na tua cabeça, fecha os olhos. Limpa toda a sujeira que ficou. Repassa, em tua mente, como é que ela foi parar ali. Separa qual instante você quer guardar, de qual instante quer esquecer-se. Cria as opções de como poderia ter agido em determinada situação, estuda-as minuciosamente. Tenta entender porque optou por essa ou aquela. Se arrepende, se orgulha. Nem que seja apenas nesse meio-tempo. Deixa a mente viajar em pensamentos aleatórios até que se esqueça, pelo menos por enquanto, de como a sujeira foi parar ali. De tudo relacionado a ela. Depois desliga.
Desliga para, depois, se sujar mais uma vez.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Do you like this?

How do you feel? Do you feel all right?
Eu queria saber. Não sei exatamente porquê, mas eu queria. Talvez eu quisesse saber, na verdade, como é que eu estou me sentindo. Mas não sei.
Não sei, espero estar intacto. Sei que não, mas nada tem parecido fazer sentido ultimamente. Eu deveria ter avisado, eu deveria saber...
E por que eu não mudo? É sempre assim. É sempre assim e se não fosse, não seríamos. Me dê uma razão. Uma boa razão.
Diz que vai ser diferente. Não, não diz. Dizer não adianta, eu não vou acreditar.
Eu queria nunca ter acreditado. Mas foi uma promessa minha pra mim mesmo, eu acho, e eu não tinha como cumprir.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Hot mess.

Pra cada lado tem um pouco de tudo, organizados em uma bagunça fria e irracional. Talvez seja só o modo como eu veja, ainda não sei. Mas eu gosto. São coisas que eu tenho a resolver e não preciso me preocupar, são coisas minhas e que ninguém vai definir além de mim.
Já estou agindo apenas de acordo com minhas vontades, e não acho que seja necessário mudar. Não me peça pra explicar, não queira entender. Você sabe que eu odeio ter que explicar. Algum dia, talvez, você consiga me entender sozinho. Ou não. Na verdade, prefiro que não.
Não acho que seja interessante ser previsível, as coisas planejadas se tornaram desnecessárias sem deixar a sua genialidade.
A grande questão é que muita gente confunde "seguir a vontade" com a burrice de não pensar no que acontece depois.